quarta-feira, 10 de maio de 2017

Um acordar de um sonho, real ? quem saberá ...

O dia acordava chuvoso e escuro.
Nesse mesmo instante despertei.
Estava nu e alguém estava comigo.
Não me lembrava do dia de ontem.
Sabia apenas que a encontrei, nele.
Tinham decidido partilhar a avidez.
Aos poucos vinham as coisas à memória.
Espreitei debaixo dos lençóis e olhei.
Estava também nua e descansava.
Toquei-a para me sentir acordado.
Mexeu-se e puxou-me para ela.
- Vem!
- Deixa-te estar aqui comigo!
Fui-me refrescar!
Sentia-me exausto e suado.
A água quente despertou-me aos poucos.
Senti um pequeno toque de carinho.
Ela tinha-se juntado no meu acordar.
Tinha um corpo adulto e preenchido.
Seios fartos, seguros e cativantes.
Lindo pelo seu monte-de-vénus.
Redobrou-me o gosto do olhar, por agrado.















Olhou-me nos olhos e disse, sorrindo:
- Tanto olhas! Já não te lembras.
Tomou-me o cabelo massajando-o.
Atrevida voltou-se de costas.
- Então!
- Do que vês agora, lembras-te!
Nádegas redondas e provocadoras.
- Então?
Minha mente vagueava no despertar.
A noite aos poucos recuperada.
Olhei suas nádegas e recordei.
Tinha-as gozado com deleite e fulgor.
Sólidas e fartas em maturidade.
Meu pénis lembrou-se, pois ficou hirto.
Tesão!
Ela virou-se e olhou-nos, a ambos.
- Então! Então!
- Vejo que te lembras.
- São boas, não são.
- Assim gritaste ontem.
Tentei serenar, sem sucesso.
Veio ao pensamento como tinha gritado.
Grito de posse, quando a penetrei fundo.
Ontem!













Folheava cada fio de água do seu corpo.
Escorriam por ela como óleos fecundos.
O meu tesão não me dava descanso.
Ela trauteava uma melodia, mexendo-se.
Suas nádegas insinuavam no movimento.
Gel em seu corpo, minorando o inevitável.

4 comentários:

  1. Excelente! Excitante! Muito, muito bom!

    Beijoos

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  2. Não se lembrava da garota? E depois dizem os homens que não bebem, ihihhihihihi

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  3. Hummm... longas são as noites em que se declaram guerras para se matar desejos... longos são os banhos que viram batalhas de corpo a corpo, mano a mano, na eterna tentativa de saciar vontades que quanto mais se matam, mais crescem, mais nos fazem afogar no compasso delirante da sinfonia da junção das carnes...

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