segunda-feira, 1 de maio de 2017

A criança gritava incessantemente.
Olhei-a e ofereci meus préstimos.
Aceitou num gesto de súplica.
Peguei nos seus sacos e sorri-lhe.
Rosto cansado e distante o seu.
O toque do elevador despertou-nos.
Quinto andar por favor, disse ela.
Num ápice chegamos, qual grito.
Ofereci-me para segurar a criança.
Abriu a porta, entrando com as compras.
Pegou na criança, que novamente gritava.
- Desculpe esta confusão.
- Obrigado.
Virava eu as costas e ouvi-a dizer:
- Vou dar-lhe de comer e logo se cala.
Pela primeira vez no seu rosto um sorriso.
- Aceita tomar um café, enquanto isso.
Fez sinal que entrasse, entrando ela.
- Mora no 2. Andar, não é?
- Sim!
- Sente-se por favor, apontando uma cadeira.
Sentou-se, abrindo a blusa para a criança mamar.
- É uma esfomeada, exclamou sorrindo.
- Desculpe o à vontade, mas…grrrrr…
- Isto de mãe solteira não era o que esperava.
Não resisti a olhar os seus seios fartos e bonitos.




















Não senti seu retraimento, bem pelo contrário.
A criança, comeu, arrotou e adormeceu em segundos.
Pousou-a no berço de mão que trazia do carro.
Seu seio descoberto mostrava-se insinuante.
Olhou-me enquanto apertava um dos botões.
Senti o seu respirar mais sereno e o rosto acalmar.
Recostou-se na cadeira e perguntou:
- Tomamos agora um cafezinho?
Acenei que sim, sorrindo de forma elegante.
Fomos conversando da vida e de vidas, até que:
- Quer fazer sexo comigo?
- Confesso-lhe que estou esfomeada.
O seu rosto ficou vermelho, tanto como o meu.
- Desculpe a frontalidade, mas já somos crescidos.
Olhei-a e não hesitei a responder:
- Como recusar sexo de uma mulher tão Mulher.
Beijamo-nos com avidez, sentindo sua mão puxando-me.
No quarto nos perdemos, nos tenhamos encontrado.
Desejos incontidos e sequiosos!
Quase arrancou a sua roupa e agachou-se na cama.
Disse com a certeza de quem sabe o que deseja:
- Fode-me!
- Fode-me!
Adorei a forma e força do pedido…

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